Escola onde aconteceu massacre nesta quarta Bruna Nascimento/Myphoto Press/Estadão Conteúdo

Atiradores se mataram quando viram a PM, diz secretário

Em pronunciamento oficial, nesta quarta-feira (13), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, disse que os dois atiradores que invadiram a escola estadual Professor Raul Brasil e atiraram contra dezenas de pessoas cometeram suicídio quando viram policiais militares no local.

"Quando se depararam com a Força Tática, com o sargente Camargo, cabo Airana e cabo Diniz, eles [atiradores] estavam prestes a entrar em uma sala com dezenas de alunos. Se depararam com o escudo, e cometeram o suicídio. Não está identificado se um atirou", disse o secretário.

O Governo de São Paulo aponta que 10 pessoas morreram — entre elas, os dois atiradores. Outras nove pessoas foram feridas e estão hospitalizadas.

Ainda de acordo com Campos, a sequência dos fatos e como o crime ocorreu serão reconstituídos pela Polícia Civil. O secretário disse também os dois atiradores foram alunos da escola. Ele acredita que os assassinos tiveram acesso ao local porque um deles, identificado como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, estudou lá até o ano passado e era conhecido de funcionários. "Provavelmente por causa do conhecimento [de Guilherme com] a coordenadora pedagógica, que foi a primeira atingida."

O secretário Campos afirma que, antes de ir para a escola, os atiradores já tinham atirado em uma locadora de veículos, contra um funcionário que é tio de um dos jovens. O funcionário foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital. Entre as vítimas também estão duas funcionárias da escola.

O comandante da Polícia Militar, coronel Marcelo Vieira Salles, informou que, no momento do ataque, o portão da escola estava aberto, e os atiradores foram recebidos pela coordenadora. Quando chegaram, os jovens não estavam mascarados. "Atiraram na coordenadora e depois nos alunos."

Coronel Salles afirma que foram usados no crime um revólver calibre 38, arco e flecha, além de machadinho comum. Conforme o comandante, só um dos assassinos atirou com a arma de fogo, que está com numeração raspada. "Vamos analisar câmeras, perícia técnica. Foi feita a reconstituição com funcionários. A ação levou mais ou menos 10 minutos."

R7

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