Em SC, 84% dos casos suspeitos de febre amarela são descartados

Dos 19 casos suspeitos de serem febre amarela, 16 foram descartados após investigação, informou a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina. Dois registros ainda seguem em investigação, enquanto um, que resultou em morte, já foi confirmado como sendo da doença. Os números são referentes ao período de 1º de janeiro a 14 de fevereiro deste ano.

Os dois casos em investigação foram de pessoas que estiveram em áreas com recomendação de vacina, Minas Gerais e Espírito Santo, nos 15 dias antes do início dos sintomas. Essas duas pessoas moram em Joinville e Trombudo Central e nenhuma delas tinha se vacinado antes de viajar.

O registro confirmado da doença no estado foi de uma mulher, moradora de Gaspar, que tinha feito uma viagem a Mairiporã (SP), o que caracteriza como sendo um caso importando de contaminação da enfermidade.

No estado, 162 municípios fazem parte da área com recomendação de vacina contra a febre amarela. A lista pode ser acessada no site DIVE/SC.

Febre amarela

A doença não é contagiosa e só pode ser contraída pela picada de um mosquito infectado pelo vírus. A enfermidade pode durar pouco tempo ou evoluir de forma grave, podendo levar à morte. Qualquer pessoa que não tenha sido vacinada que more ou visite áreas onde há transmissão da doença pode contrair a febre amarela.

Sintomas

O vírus pode provocar febre, dor de cabeça, dores no corpo em geral, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos mais graves, é possível haver febre alta, icterícia (coloração amarelada na pele ou branco dos olhos), hemorragia, choque e insuficiência de órgãos.


Caso alguns desses sintomas sejam identificados, o paciente deve procurar um médico na unidade de saúde mais próxima e informar sobre qualquer viagem para as áreas de risco, realizada nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas.

Também deve dizer se ocorreram mortes de macacos próximas aos lugares onde esteve e se já tomou a vacina contra a febre amarela, além da data da imunização.

Contraindicação

A vacina não deve ser tomada por:

Crianças menores de 9 meses de idade;
Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
Pessoas com alergia grave ao ovo;
Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350;
Pessoas em tratamento com quimioterapia/radioterapia;
Pessoas portadoras de doenças autoimunes;
Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo).
Pessoas que precisam ser avaliadas por um profissional antes de tomar a vacina:
Pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
Indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou terapias;
Imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
Pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe);
Transplantados e pacientes com doença oncológica, em quimioterapia;
Pessoas que tiveram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
Pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma).

Fonte: G1
A.M

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