Centroavante só deve estrear pelo Inter a partir de abril de 2019

Justiça da Suíça nega recurso, e Guerrero segue suspenso

A esperança dos colorados de ver Paolo Guerrero jogando com a camisa do Inter este ano teve um novo revés. A Justiça Federal da Suíça negou, nesta segunda-feira, o pedido de efeito suspensivo do centroavante para poder estrear pelo Inter, segundo informações do jornalista Jamil Chade. Desta forma, o jogador segue aguardando o julgamento do caso, que deve ocorrer até o final do ano. Caso contrário, só deve retornar aos campos em abril de 2019, quando a punição imposta pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) se encerra.

O pedido de liminar foi realizado em 13 de setembro pelos advogados do jogador. Tanto eles, quanto o Inter passaram a aguardar uma resposta positiva do tribunal suíço. Porém, a resposta não foi a esperada.
Doping e a origem da suspensão
Em outubro de 2017, quando atuava pela seleção peruana, Guerrero foi flagrado no antidoping pelo uso de benzoilecgonina, o principal metabólico da cocaína. Em novembro, acabou suspenso preventivamente por 30 dias.

"Está descartado o uso de cocaína, isso não conta mais. A quantidade (encontrada de benzoilecgonina) é muito pequena, não chega a ser considerado doping", revelou Guerrero meses depois.
No dia 8 de dezembro de 2017, a Fifa revelou uma suspensão de um ano para o jogador que o proibia de atuar em clubes e seleções até 3 de novembro de 2018. Entretanto, os advogados do peruano apresentaram um recurso e a punição caiu para seis meses, que já haviam sido cumpridos.

Porém, o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e, em maio, última instância da Justiça desportiva, ampliou a punição para 14 meses. O TAS revelou em nota que confia que Guerrero tenha ingerido a substância em um chá de coca, mas optou pela pena devido à negligência do atleta.
A partida entre Flamengo e Sport, que terminou em 4 a 1, no dia 29 de julho, foi a última de Guerrero, antes do acerto com o Inter e a nova suspensão.

Apresentação com pompa e circunstância

Anunciado no dia 12 de agosto, Paolo Guerrero foi apresentado pelo Inter com muita festa. Horas antes foi recepcionado por centenas de colorados no Aeroporto Internacional Salgado Filho e, posteriormente, nas arquibancadas do Beira-Rio.
Guerrero assinou um contrato de três anos com o Inter, que termina em agosto de 2021. No período em que ele esteve suspenso, o clube não precisou pagar os salários do atleta por um acordo anterior a assinatura de contrato. Além disso, ele foi inscrito no Campeonato Brasileiro e tem condição de jogo, já que está liberado para voltar aos gramados.

Na sua primeira entrevista coletiva, Guerrero prometeu raça e revelou desejo de ser ídolo do Inter. O centroavante escolheu a camisa 79 para vestir. O número faz alusão ao título invicto do Inter na década de 70. Dezenas de camisetas com o nome do jogador foram vendidas.
Condenado a 14 meses de suspensão por doping, Paolo Guerrero disputou a Copa do Mundo da Rússia por conta de uma liminar emitida pela justiça comum da Suíça. Por essa decisão, ele pode jogar pelo Flamengo após o Mundial antes de assinar contrato com o Inter. Quatro dias antes de sua estreia com a camisa colorada, no entanto, o jogador teve a liminar suspensa e voltou a ficar proibido de jogar.

Guerrero buscou novas provas

No dia 20 de setembro, Guerrero, sua mãe, os advogados e um funcionário do Ministério Público peruano retornaram ao hotel onde o atleta teria ingerido o chá de coca. O jogador acusa o hotel de ter lhe dado a bebida com a substância proibida. O estabelecimento, que servia de concentração para a Seleção do Peru, não teria ajudado o centroavante e, segundo o jogador, teria mentido quando a Wada investigava o caso.
Na última segunda-feira, a Federação Peruana (FPF) de futebol informou que a seleção nacional não irá mais utilizar o hotel. “É uma maneira de dar respaldo ao Paolo (Guerrero), mas também para superar esse tema”, disse o Juan Carlos Oblitas, diretor esportivo da FPF. Porém, a decisão foi revogada.

O hotel divulgou comunicado se defendendo das acusações e revelou que disponibilizou aos jogadores da seleção uma sala para que eles pudessem receber convidados e familiares, que era de responsabilidade exclusiva de seus usuários. Além disso, fez uma investigação interna que não respalda as acusações do atleta.

Fonte: Correio do Povo
A.M

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