Usina vai gerar energia elétrica a partir de biogás de dejetos suínos

Inicialmente serão beneficiadas 12 propriedades mas potencial é para 700 casas.

Foi lançada neste mês a licitação da Eletrosul para a construção de uma minicentral termoelétrica que vai gerar energia elétrica a partir do biogás que tem como matéria-prima dejetos de suínos de 12 propriedades da Linha Santa Fé Baixa, em Itapiranga.

A licitação de R$ 10 milhões conta com quatro geradores, três biodigestores e o encanamento que vai ligar a central com mais dez biodigestores que já existem na comunidade e que já foram instalados em 2010, dentro do Projeto Alto Uruguai, desenvolvido pela Eletrosul e Eletrobrás.

Até agora os produtores utilizam o gás gerado pelos biodigestores apenas em fogões para aquecer água e assim fazer a limpeza das instalações, ou então limpar equipamentos. Mas boa parte do gás metano, que é liberado pelos dejetos de suínos, era simplesmente queimado. Isso já beneficiava o meio ambiente pois o monóxido de carbono, resultante da queima, é menos poluente do que o gás metano, gerado pelos dejetos de suínos. Mas era uma energia que era desperdiçada. Agora a intenção é aproveitar esse potencial.

- O gás será encanado dos biodigestores até uma estação de tratamento, onde será filtrado, depois ele vai para um motor de combustão que vai movimentar quatro geradores e assim produzir a energia elétrica – explicou o engenheiro de pesquisa e desenvolvimento da Eletrosul, Dalvir Maguerroski, que é coordenador técnico do projeto.

Ele afirmou que a geração de energia da minicentral terá um potencial de 400 kilowatts por mês, o que seria o equivalente a um consumo médio mensal de 700 residências. Mas inicialmente ele deve beneficiar mesmo são as 12 propriedades envolvidas, que vão jogar a energia na rede da Celesc e terão descontados na conta esse valor. Eles não podem vender o excedente de energia no momento.

Mas só na propriedade do produtor Nilo Bourscheidt, a economia deverá ser de R$ 5 mil por mês. A conta dele é tão alta em virtude do plantel de 600 matrizes suínas, que geram uma produção de 1,2 mil leitões por mês. A energia é usada par aquecer o piso das pocilgas no inverno e, no verão, tem o gasto com os climatizadores.

- Estou realizando um sonho que é transformar a propriedade autossustentável em energia, ajudando o meio ambiente e ainda com um ganho econômico, zerando a conta de luz – afirmou Bourscheidt.
Com isso ele já está investindo na ampliação da produção, que deve dobrar até a metade do ano que vem.

O agricultor disse que os agricultores devem formar uma cooperativa para administrar a minicentral termoelétrica.
A abertura das propostas de licitação será em janeiro. Se não ocorrer nenhum problema de recursos judiciais a previsão é de que as obras iniciem no primeiro trimestre e sejam concluídas até o final do ano. Com isso a geração de energia começaria no início de 2019.

- A nossa expectativa é que esse projeto piloto possa ser modelo para outras iniciativas nas comunidades que tem grande produção e suínos – explicou Maguerroski.

Além de beneficiar os agricultores e o meio ambiente a experiência também está servindo para pesquisas acadêmicas e científicas. As instituições parceiras do projeto são a Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal de Santa Maria, Fundação Certi, Embrapa, Instituto de Tecnologia Aplicada, Fundação de Pesquisa Tecnológica Itaipu e Uirapuru Transmissora de Energia.

Fonte: WH3
A.M

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