Auxílio emergencial terá quarta parcela, diz Onyx Lorenzoni

O auxílio emergencial do governo federal para combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus terá ao menos mais uma parcela, garante o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “Estamos trabalhando na modelagem do que será a provável quarta parcela, para dizer o mínimo. Poderá ter uma quinta [parcela]”, revela. “Mas isso vai ser levado ao presidente provavelmente na próxima semana.”

Segundo Lorenzoni, os estudos estão em andamento para a definição sobre a nova parcela. “Vai haver, sim, no mínimo mais uma [parcela], mas estará na dependência do presidente”, afirma. Uma das ideias é fazer um programa que garanta volta imediata de direito ao benefício caso uma pessoa consiga um emprego e seja demitida. “Todo programa [Bolsa Família] foi construído de forma que a pessoa tem oportunidade de conseguir emprego com carteira assinada e não vai com medo de, em caso de problema, ter que voltar para a fila”, diz.

Como há uma parcela representativa de brasileiros que trabalha na informalidade, existe a possibilidade de oferecer uma ajuda na forma de crédito. “A gente vem discutindo com o Banco Central e com o Ministério da Economia alternativas que eu vejo através do microcrédito”, diz o ministro. “O microcrédito pode ser a chave para dar condições para que essas famílias façam sua sustentabilidade, retornando a atividade econômica.”

Falando especificamente sobre o coronavírus, Lorenzoni diz ter enxergado uma politização desnecessária. “Não tenho nenhuma dúvida que com o passar do tempo houve uma neutralização da politização da Covid”, avalia.

Ao ser questionado se há falta de empatia do governo federal com as vítimas da Covid, respondeu: “Não consigo enxergar isso. O que eu consigo ver é que, por exemplo, alguns veículos no Brasil fizeram a escalada e a valorização da perda”.

Na sequência, falou que não faltou esforço para disponibilizar recursos. “O governo não economizou um centavo, em nada”, afirma. “Houve uma distribuição de recursos gigantesca para prefeituras, para estados, e inclusive uns aí já estão envolvidos com aquelas práticas que a gente sabe bem qual é, de corrupção e compra superfaturada. No governo federal não tem disso não.”

Jota

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