Com popularidade baixa, Bolsonaro é aconselhado a prorrogar auxílio emergencial

Com a rejeição ao seu governo batendo recorde de 64% da população, segundo PoderData, o presidente Jair Bolsonaro é aconselhado a prorrogar o auxílio emergencial, diz a agência Bloomberg. Os aliados do mandatário estariam preocupados com o prazo para implementação do "Auxílio Brasil", como será chamado o novo Bolsa Família, mais encorpado.

A ideia seria criar uma solução rápida e eficaz para turbinar a popularidade de Bolsonaro, enquanto preveem que o projeto deve demorar a ser aprovado na Câmara. Atualmente, o auxílio emergencial está previsto para acabar em outubro.

Segundo a agência, o Planalto não respondeu ao contato. O ministério da economia disse que Guedes não trabalha com a possibilidade de uma nova rodada de auxílio emergencial, mas aposta suas fichas em lançar o novo programa social a tempo.

A Constituição deixa claro que é necessário haver imprevisibilidade e urgência para a edição de um crédito extraordinário, o que já não se aplica ao caso, segundo um integrante da equipe econômica. Com o número de casos e mortes por Covid-19 em tendência de queda, não haveria “imprevisibilidade” para justificar o crédito.

O governo vem tendo dificuldades para encontrar as fontes de financiamento do novo Bolsa Família, que neste momento está atrelado à reforma do Imposto de Renda. A reforma enfrenta dificuldades no Congresso.

Você viu?

Para integrantes do governo que defendem a prorrogação do auxílio, essa medida é mais efetiva do ponto de vista da popularidade do presidente. Beneficiaria mais pessoas, de forma simples e direta.

O auxílio emergencial começou a ser pago em 2020 e já foi renovado diversas vezes. Neste ano, custou aos cofres públicos R$ 36 bilhões até julho, de acordo com a Secretaria de Tesouro.

Sem definição sobre formas de financiamento e espaço no teto de gastos, o Orçamento de 2022 será enviado ao Congresso com um valor para o Auxílio Brasil igual a este ano (R$ 34 bilhões). Para ampliar o programa e garantir um tíquete médio de R$ 300, seria necessário assegurar quase R$ 60 bilhões. A reformulação do Auxílio Brasil precisa sair ainda este ano para não esbarrar nas proibições da lei eleitoral.

IG

Outras Notícias

Direitos do consumidor: dicas para se preparar para a Black Friday

Apesar da recessão e queda no varejo, alguns setores têm superado a crise econômica e tiveram crescimentos exponencia...

BRF abre vagas na planta de Concórdia; Piratubenses e Ipirenses podem aproveitar as oportunidades

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, abriu um processo de recrutamento para a unidade de Concórdi...

Mercado de trabalho em SC tem adição de 17,8 mil novas vagas em setembro

Os dados do Ministério da Economia sobre a geração de empregos em setembro voltaram a colocar Santa Catarina em posiç...

Comunidades do oeste catarinense serão beneficiadas com projetos do Instituto BRF

O Instituto BRF, associação privada que direciona estrategicamente os investimentos sociais da Companhia, finalizou a...